006 PROPAGANDAS! JAMAIS ACREDITE EM ALGUMA! MAS CALMA! NÃO É TÃO SIMPLES ASSIM...

 


Q
uantas vezes  você ouviu, leu ou viu frases de efeito elogiando ou fazendo uma alusão positiva a um político, geralmente enquanto candidato, a um produto recém lançado no mercado, aos preços e descontos de alguma coisa, facilidades de créditos, possibilidades de investimento e de enriquecimento fácil e rápido, etc.


Há um bordão que reza:” a propaganda é a alma do negócio”. Fato é que sem propaganda muito no mundo, muitas coisas que acontecem  no nosso dia a dia e as usamos, não iriam avante. Sim no sentido de que tais coisas, ações, empreendimentos não chegariam ao conhecimento de  outras pessoas e morreriam no seu próprio nascedouro.


O que seria das teorias, da Teoria da Evolução à Teoria do Aquecimento Global, da Ideologia de Gênero à Ideologia Socialista ou mesmo a tão alardeada Democracia, não fosse a publicidade e alarde em torno de cada uma delas? e espalhá-las junto às pessoas?


A verdade não reside no que elas dizem mas na prática, no aparente número de adeptos em torno ou militantes por cada uma delas. Mas não só teorias, ideias e modelos mais reais ou abstratos, fés também! ( sim existe e é correto o plural de fé em nossa bela e rica língua portuguesa! )

O que seria do Adventismo sem os livros repletos de  baboseiras da escritora Helen G. White? Ou o Kardecismo sem a também fértil imaginação de Allan Kardec? ( por favor que nenhum adepto ou fiel de alguma destas religiões se ofenda! são só exemplos factuais e que podem ser comprovados criticamente em seus referidos escritos e praticamente indefensáveis! ) Ou o Catolicismo sem seus milhares de santos decididos santos, por gente nem tão santa aqui na Terra mesmo? e suas criativas e improváveis versões de Maria?


Em se tratando de fés ou crenças religiosas a lista de devaneios é praticamente inesgotável. E as extensas e criativas novidades em todos estes casos funcionaram sim como eficientes propagandas. Estas organizações religiosas só cresceram por suas "novidades" levada às pessoas. A novidade de cada uma as promoveu socialmente e não constituem os parcos exemplos de propagação de crenças, ou propaganda mesmo. Há incontáveis fatos disto.

Mas saindo da esfera metafísica temos os ateus ativistas e sua fé muito maior nas suas afirmações simplistas de que todo o fedor, calor e frio galático um dia decidiu do nada, cismou de produzir vida  do nada como prova de certa “evolução”. Esta "evolução" veio a produzir curiosamente indivíduos feios, escrotos, chatos, presunçosos. Descrentes dependentes de religiosos inclusive, já que nenhum de nós é uma ilha de auto suficiência; com vícios primitivos como eles mesmos têm, nada superiores aos demais humanos. Se fosse para evoluir que se fizesse, surgisse algo perfeito de uma vez, um anjo talvez. Mas por que os cito? simplesmente porque crentes e anti-crentes não são não crentes solitários. Ateus também fazem propaganda da sua anti fé senão a sua descrença desapareceria!


Mas as propagandas existem, são inegáveis como fato e fenômenos, são feitas, estão entre nós e sem elas aparentemente não há uma ligação, um “link” entre quem faz algo e quem eventualmente se unirá a uma causa, decidirá por um produto, mudará algo no mundo para pior ou melhor.


Das independências nacionais, à segunda erradicação da escravatura ( espero que você saiba e entenda como falo e porque falo assim ), à das  Américas ou do Novo Mundo, do pérfido nazismo à crença na dissimulada liberdade apregoada pela mutante democracia, a propaganda feita por profissionais  pagos e mentirosos talentosos que elegem desde políticos mais preparados até toscos apedeutas. Vale finalmente quem grita mais alto e bem, não necessariamente quem grita qualitativamente melhor nem quem torne nobremente uma verdade  desconhecida agora conhecida. Verdade em combate a alguma narrativa pérfida.


Na propaganda não são prioritárias nem a verdade e nem o valor. E a ética sempre  passa distante.


Até boas coisas ou mais exatamente a verdade que a contragosto de muitos é uma só e não várias ou “muitas verdades” necessita, carece de uma legítima propaganda: os Evangelhos ou “Boas Novas” o são conhecidos como literatura não só recomendável como urgentes e não desprezados por exatamente este título sintético, “boas notícias”.


Qualquer um que deles tomem  conhecimento deve lê-los para de seu conteúdo tomar conhecimento e decidir crê-los  ou não. Há de se convir que segundo eles, os Evangelhos, mesmo que você não goste, a sua vida futura no céu ou num inferno que  você  ignora a ideia, existirá em um ou outro estado. Portanto não se distraia inutilmente com nenhum livro do escritor Paulo Coelho  ou mesmo José Saramago aparentemente melhor do que Coelho.


Se é impossível e não tão inteligente ignorar a propaganda pelo menos  compreenda o seu real lugar no mundo, na sociedade, na sua vida. Não há como ser incólume a ela! Você e eu continuaremos a comprar produtos desde populares até caríssimos terminados em “novecentos e noventa e nove e noventa e nove centavos” e nos interessaremos por uma nova série ou filme anunciados com pompa. Talvez e certamente  escolhamos uma religião ou igreja, ou fé baseado em certo  apelo, convite ou descrição positiva de uma reunião, das pessoas membros e de tal doutrina.


Se foi um bom investimento, escolha e proveito, humano, espiritual, perene ou eterno, só um dia, em outro tempo e lugar nós saberemos e cada um solitária e individualmente. Portanto todo cuidado!


Vale lembrar, se você dá crédito ou não, as coisas seriam bem diferentes se Adão e Eva, Eva primeiro talvez, tivessem dado mais importância a uma bula, tipo “pode isto mas não pode aquilo”, do que a propaganda de certo profissional em mentiras: “Sereis iguais a Deus”!



Propagandas mentem ou pela omissão ou pelo exagero e por si só jamais substituem o conteúdo.



Por Helvécio S. Pereira


Até a próxima!


Por Helvécio S. Pereira

Graduado em História da Arte, desenho e plástica pela EBA /UFMG

e em pedagogia pela FAE/UEMG

Professor de duas redes públicas em Belo Horizonte Minas Gerais e ex-formador  da GPLI, ligada à Secretaria da Educação da PBH por cerca de seis anos.

Brogueiro desde 2011, professor, compositor, pintor, ilustrador e desenhista

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